O profissional de TI

Introdução

Este post é dedicado a todos os profissionais da área de Tecnologia da Informação, inclusive aos futuros candidatos e interessados em ingressar neste mundo. Espero que estes poucos parágrafos sirvam de inspiração para todos que com ele tomarem contato.

Definição da Tecnologia da Informação

A Tecnologia da Informação (TI) pode ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação que visam permitir a produção, armazenamento, transmissão, acesso, segurança e o uso das informações. (*Wikipedia). Por tão ampla definição, um profissional da área precisa ter uma boa base de conhecimentos gerais sobre a aplicação da tecnologia, e optar por especializar-se em uma ou mais áreas relacionadas ao uso da tecnologia.

Competências

O sucesso na carreira é determinado pelas competências e “conjuntos de habilidades”, ou seja, toda a gama de ativos intelectuais e comportamentais, particularmente aqueles que permitem os relacionamentos dentro da organização e são canalizados para os clientes. (*Engineer Top Management)

Traduzindo pro bom português: Amigo, tudo o que você sabe e é capaz de fazer têm peso. Não apenas o que você sabe em Hardware ou Software, conhecimento acadêmico ou prático, mas também todas as demais habilidades. Relacionamento, apresentação pessoal, gerenciamento de conflitos e expectativas, resolução de problemas, boa oratória, correta aplicação do idioma (falado e escrito), etc…

Cultivando suas competências

Muitas pessoas têm um talento “nato” para alguma coisa. E normalmente pessoas de sucesso usam deste talento para conquistar seu lugar ao sol. O que nem todos se dão conta, é que não basta ser extremamente bom em uma coisa. Você também pode desenvolver outras capacidades, além daquelas que você têm mais facilidade ou predisposição em aprender. Basta você se interessar por isso, e dedicar-se.

Ninguém nasceu sabendo falar, amarrar os sapatos, escovar os dentes, fazer operações matemáticas, dirigir um automóvel, entre muitas outras coisas. Aquilo que não se sabe, se aprende. Pode levar mais ou menos tempo, pode ser mais fácil para uns e mais difícil para outros. Tem medo de falar em público ? Existe curso de oratória. Têm dificuldade em se organizar, têm curso pra isso também. Para quem têm facilidade em ser auto-didata, a Internet é um prato cheio de recursos e fontes de pesquisa, livros, manuais e cursos inteiros gratuitos. Basta priorizar seu tempo para fazer os cursos do seu interesse ou necessidade. Caso você não seja tão autodidata assim, existem cursos presenciais ou mesmo instrutores particulares. E, mesmo sendo um pouco mais difícil fazer um curso a distância, a capacidade de mídia na Internet permite cursos tão interativos, com tutores com atendimento via chat e vídeo, a sala de aula é virtual, mas com tanta interação que parece uma sala real.

O esforço e seu mérito

Ao cursar os últimos anos do ensino médio, uma colega de sala destacava-se por suas notas altas em todas as matérias e atividades, uma jovem muito inteligente. Uma aula da grade de ensino, Desenho Geométrico e Trigonometria, era ministrada por uma freira, que apesar de ter docência nesta matéria, não se preocupava em explicar alguns fundamentos dos assuntos abordados, deixando muitas dúvidas e lacunas entre uma aula e outra.

Como eu tinha muita facilidade em absorver o conhecimento da matéria, e conseguia entender com relativa facilidade o material didático, após o resultado da primeira prova do bimestre, alguns amigos da minha sala me perguntaram se eu não poderia explicar a matéria novamente e tirar essas dúvidas. Eu pedi autorização à diretora para usar a sala de aula no primeiro horário da tarde uma vez por semana, inicialmente para 3 ou 4 colegas.

Na terceira ou quarta semana, dos 40 alunos da sala, mais de 30 estavam vindo às aulas de reforço. Para meu espanto, a aluna mais inteligente da sala estava presente. Eu não entendi … por que a aluna mais inteligente da sala precisa de aula de reforço? Após a aula, eu fui conversar com ela, e lhe perguntei exatamente isso. O que ela me respondeu eu nunca mais esqueci:

“— Eu não sou a aluna mais inteligente da sala. Eu sou esforçada. Mesmo assistindo a todas as aulas na primeira carteira, e prestando atenção na matéria, boa parte do que foi explicado eu não entendo logo de primeira. Todos os dias eu chego em casa, e preciso pegar os livros, e ler tudo de novo. As vezes eu preciso ler duas ou três vezes, fazer e refazer os exercícios, e mesmo assim na próxima aula eu vou na mesa do professor tirar uma dúvida ou pedir uma explicação mais detalhada sobre alguns pontos que eu não entendi da matéria. Todos me consideram inteligente por que eu tiro boas notas nas provas, mas para conseguir isso, eu preciso dedicar várias horas do dia para estudar e rever as matérias. Se eu fosse mesmo tão inteligente, eu não precisaria fazer todo esse esforço pra entender as coisas. O que faz a diferença, é que eu sei das minhas limitações, mas tenho vontade de aprender. Então eu me dedico, o quanto for necessário, para aprender e entender o que está sendo ensinado.” ( Rebeca de Campos Leite )

Aprendendo a aprender

A cada dia novos conhecimentos são gerados, e outros são reciclados, em qualquer área de atuação. Acredito que a área de TI seja uma das mais voláteis e em constante mutação, então elas exigem que o profissional da área esteja sempre tomando conhecimento e contato com as novas tecnologias e abordagens para as soluções existentes e em desenvolvimento para lidar com os problemas contemporâneos e constantes necessidades que se apresentam a cada novo instante. É importante gostar de estudar e aprender a absorver novos conhecimentos, valendo-se da experiência adquirida com os conhecimentos já adquiridos.

Não se prenda a uma tecnologia ou a um conceito. Não existe uma solução mágica universal que sirva para todos os casos, normalmente quebramos um problema muito grande em problemas menores, e várias alternativas podem ser apresentadas para cada um. Todas trazem implicitamente um custo/benefício, e têm seus prós e contras. Entender isso e saber escolher é um diferencial muito importante, e isto se aplica não somente a um sistema informatizado, mas também se aplica a decisões de natureza pessoal.

Conclusão

Não basta saber e aprender, é preciso utilizar e entender a melhor forma de utilizar seu conhecimento e sua capacidade, bem como manter-se atualizado, e expandir suas capacitações. Se você realmente quer avançar na sua vida pessoal e profissional, estes são os melhores conselhos que eu posso te dar 😉

Até a próxima, pessoal 😀

Referências

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2015. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Tecnologia_da_informa%C3%A7%C3%A3o&oldid=42589522> Acesso em: 24 jun. 2015.

Dicionário – Enginheer Top Management. Artigo sobre Capacidade Intelectual. Disponível em <http://www.eigenheer.com.br/candidatos/dic2.html> Acesso em: 24 jun. 2015.

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6 comentários sobre “O profissional de TI

  1. Bom assunto Júlio, e eu me aprofundaria em algo ainda mais complicado sobre este tema: “Quanto vale o seu conhecimento, e a forma que você o utiliza.”

    Quando digo valor, me refiro a grana, dinheiro, remuneração (sim, não gosto da palavra salário, mas aí é outra história).

    A geração mais antiga de profissionais que está hoje no mercado (em sua maioria) não dá o devido valor ao seu conhecimento e as coisas que consegue realizar.

    Por um lado totalmente oposto, a nova geração de profissionais (se é que podem ser chamados assim) que está chegando ao mercado, tem a ilusão de que o trabalho deles (o pouco que eles trabalham) tem um valor muito superior ao que realmente tem. É uma geração um tanto sem noção, sem comprometimento, que leva a cabo o pensamento de “faça o menos possivel” (e nisto está incluso o estudo, a absorção de conhecimento).

    Curtido por 1 pessoa

    • É, sabe-se por experiência natural (lei de Darwin mesmo) que os indivíduos dessa nova geração que agem desta forma não tem um futuro promissor. Ao entrar e permanecer dentro da sua zona de conforto, estes podem nela permanecer por muito tempo, mas fatalmente a estagnação, mais cedo ou mais tarde, vai fazer diferença.

      A primeira pessoa que precisa saber se dar valor é o próprio profissional, e cabe a ele fazer com que este valor seja percebido pelo cliente ou empresa que o contrata. Porém, você somente consegue mostrar todo o seu potencial quando as suas atribuições permitem que o uso do seu conhecimento estabeleça e mostre um diferencial.

      Para usar mais do seu conhecimento, e naturalmente ser recompensado ($) por isso, o profissional precisa buscar a oportunidade de ocupar uma posição em que este conhecimento seja exigido e colocado à prova. Quem busca por este posicionamento e não consegue concretizar isso dentro do seu ambiente ou contexto de trabalho atual, seja empregado ou empreendedor, fatalmente acaba deixando o ambiente atual e vai atras de outros horizontes, onde isto possa se tornar factível.

      😉

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  2. Rapaz, esse texto sintetiza de forma perfeita o que é ser um bom profissional, independente da área. Se você autorizar, vou usar este link quando me solicitarem definições a respeito, seja pessoalmente ou em outros blogs e fóruns por aí.

    Curtido por 1 pessoa

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