Protheus e AdvPL ASP – Parte 01

Introdução

Nos posts anteriores sobre O Protheus como servidor HTTP – Parte 01O Protheus como servidor HTTP – Parte 02 , vimos como configurar o Protheus Application Server como servidor HTTP de páginas estáticas. Agora, vamos ver como fazer ele processar páginas dinâmicas — o AdvPL ASP. É importante ler os posts anteriores para partir para o AdvPL ASP.

AdvPL ASP

ASP, acrônimo para Active Server Pages, foi o primeiro tipo de script criado pela Microsoft para gerar conteúdo dinâmico de páginas para Internet, onde o script é processado no servidor mediante a requisição do Browser, e a página HTML é gerada no servidor ao executar o script, e retornada ao Browser. O arquivo que contém o Script é composto por conteúdo HTML, e dentro dele separadores especiais delimitam as partes de código / programa que são executadas.

O AdvPL ASP é uma forma similar ao ASP de criação de páginas dinâmicas proprietária do Protheus Server. As duas diferenças básicas são: O código delimitado para execução dentro da página é AdvPL, e uma página (ou arquivo) AdvPL ASP é compilado no repositório de objetos, sendo executado internamente como uma função AdvPL, ao invés de ser interpretado no momento em que for solicitado. Isso inclusive não “expõe”o arquivo original na pasta de publicações do HTTP. Isso mesmo, o arquivo contendo AdvPL ASP pode ficar em uma pasta não publicada na WEB, como uma pasta de fontes do Projeto.

Arquivo APH

Um arquivo contendo AdvPL ASP deve possuir a extensão “.aph“, para ele ser compilado diferenciadamente pelo IDE/TDS e pelo Application Server Protheus. Dentro dele, usamos as tags <% e %> para delimitar código AdvPL que deve ser executado, e <%= <expressão %> para qualquer expressão AdvPL que deve ser acrescentada na página final a ser retornada ao Browser.

Um arquivo chamado teste.aph, ao ser acrescentado em um projeto do AdvPL e compilado, vai virar dentro do repositório uma nova função, chamada H_TESTE() — Prefixo H_ seguido do nome do arquivo. Portanto, atenção ao dar nomes para os arquivos APH, por hora eles não devem ter mais que 8 letras no nome, devem sempre começar com uma letra alfabética, e pode conter a partir de então apenas letras e números — a mesma regra usada para nomear funções do AdvPL.

A função criada a partir da compilação do arquivo APH basicamente cria um retorno em uma variável string, declarada internamente na função, e concatena dentro tela todo o conteúdo estático e dinâmico gerado durante a chamada da função. Isto também significa que, eu posso usar um arquivo APH não apenas para HTML, mas para qualquer outra geração de string dinâmica, mas isso veremos mais para a frente. Por hora, apenas crie um arquivo index.aph no seu ambiente, com o seguinte conteúdo:

<html><body>
<p>Olá Mundo AdvPL ASP</p>
<p>Agora são <%=Time()%></p>
</body></html>

Configuração do Protheus Server para AdvPL ASP

Legal, vamos lembrar como configuramos o nosso site estático no Protheus Server como HTTP:

[http]
enable=1
port=80
path=c:\Protheus12LG\Http
defaultpage=index.html

Com esta configuração — sem configurar hosts ou pastas virtuais — qualquer requisição que chegar na porta HTTP (80) do Protheus Server será atendida considerando o path raid de publicação WEB  a partir da pasta C:\Protheus12LG\Http

Agora, vamos acrescentar uma chave a mais na seção http, e uma nova seção no appserver.ini, para ele ficar assim:

[http]
enable=1
port=80
path=c:\Protheus12LG\Http
defaultpage=index.html
responsejob=webaspthreads

[webaspthreads]
type=webex
environment=envlight
instances=1,2
onstart=U_ASPInit
onconnect=U_ASPConn

Muito bem, vamos por partes: webaspthreads foi o nome que eu dei para a seção de configuração de um POOL de processos AdvPL — também chamado de Working Threads — do tipo WEBEX — para processamento de AdvPL ASP — que vai atender a todas as requisições de AdvPL ASP que o HTTP Server receber. Eu poderia chamar ela de outros nomes, como poolwebjob01 ou o que lhe for conveniente, apenas não pode ser usado nenhum nome de configuração reservada ou outro que conflite com outra seção já existente no arquivo de configuração.

No meu servidor, meu environment de compilação e execução de código AdvPL chama-se “envlight“. Ao usar esta configuração no seu Protheus Server, use o nome do seu environment.

A configuração de instances indica qual é o número de processos AdvPL mínimo e máximo que serão gerenciados internamente pelo POOL de atendimento de requisições de páginas dinâmicas do AdvPL ASP. Por hora, minimo de 1 e máximo de 2 processos está ótimo.

As configurações onstart e onconnect especificadas estão apontando para duas funções que nós vamos criar, pois elas serão chamadas internamente pelo Protheus em momentos distintos, para compor o pool de processos AdvPL para atender a requisições de páginas AdvPL ASP. Pra não deixar pra depois, crie um arquivo no seu projeto de testes, chamado por exemplo AspThreads.prw, e dentro dele as seguintes funções:

#include 'protheus.ch'

User Function ASPInit()
conout("ASPINIT - Iniciando Thread Advpl ASP ["+cValToChar(ThreadID())+"]")
SET DATE BRITISH
SET CENTURY ON
Return .T.

USER Function ASPConn()
Local cReturn := ''
Local cAspPage 
Local nTimer
cAspPage := HTTPHEADIN->MAIN
If !empty(cAspPage)
  nTimer := seconds()
  cAspPage := LOWER(cAspPage)
  conout("ASPCONN - Thread Advpl ASP ["+cValToChar(ThreadID())+"] "+;
         "Processando ["+cAspPage+"]")
  do case 
  case cAspPage == 'index'
    // Execura a página INDEX.APH compilada no RPO 
    // A String retornada deve retornar ao Browser
    cReturn := H_INDEX()
  otherwise
    // retorna HTML para informar 
    // a condição de página desconhecida
    cReturn := "<html><body><center><b>"+;
               "Página AdvPL ASP não encontrada."+;
               "</b></body></html>"
  Endcase
  nTimer := seconds() - nTimer
  conout("ASPCONN - Thread Advpl ASP ["+cValToChar(ThreadID())+"] "+;
         "Processamento realizado em "+ alltrim(str(nTimer,8,3))+ "s.")
Endif
Return cReturn

Fazendo a requisição AdvPL ASP

Uma vez tudo configurado corretamente, e os fontes index.aph e o aspthreads.prw compilados no repositório do ambiente configurado, vamos à ultima informação: Como chamar a página AdvPL ASP pelo Browser.

A extensão “.apw” foi reservada para indicar ao servidor HTTP do Protheus, que ele está recebendo uma requisição de processamento de AdvPL ASP. Logo, abra o browse no seu equipamento, e informe a URL http://localhost/index.apw — se tudo deu certo, você deve ver esta mensagem no seu Browser.

Advpl ASP - Ola Mundo

E, no log de console do Protheus Server, você deve ver as seguintes mensagens:

ASPINIT - Iniciando Thread Advpl ASP [1560]
ASPCONN - Thread Advpl ASP [1560] Processando [index]
ASPCONN - Thread Advpl ASP [1560] Processamento realizado em 0.002s.

Resumo para fixação

APH = Extensão de arquivo AdvPL ASP, que ao ser compilado e acrescentado ao projeto, gera no repositório de objetos do ambiente uma função, chamada H_<nomedoarquivo>, para ser usada para compor páginas de HTML dinâmico. O arquivo APH não deve ser colocado dentro da pasta raiz de publicações WEB — como ele é compilado, ele é um arquivo que faz parte de um Projeto AdvPL. Seu conteúdo será gerado mediante requisição de processamento de página dinâmica.

APW = Extensão de LINK para ser usado no Browser, para pedir ao servidor Protheus HTTP uma solicitação de uma página dinâmica. Uma solicitação através desse link será redirecionada a um POOL de threads pré-configurado dentro do Protheus Server, chamando a função configurada no parâmetro ONCONNECT do POOL.

Working Threads do tipo WEBEX = Pool de threads de trabalho, criado para atender a requisições de links de páginas dinâmicas AdvPL ASP (url com terminação .apw) , onde uma ou mais threads AdvPL são colocados em execução, inicializados com a função especificada na configuração ONSTART, que ficam em modo de espera para atender uma requisição. Quando um processo é alocado para atender uma requisição, a função ONCONNECT é chamada, usando o contexto do processo já existente, que permanece alocado (ocupado) até o final do processamento, quando o HTTP Server retorna a string gerada ao Browser, e o processo usado torna-se disponivel novamente para atender outra requisição de extensão APW, que pode vir do mesmo ou de qualquer outro Web Browser.

Inteligência do Pool de Threads

Lembra-se do parâmetro INSTANCES, configurado no Pool de Threads?  Então, no nosso exemplo usamos 1,2. Isto significa que, este pool de processos inicia com somente um processo para atender as requisições de links APW. Se, em um determinado momento, todos os processos estiverem ocupados em atendimento, e chegar uma nova requisição de AdvPL ASP, o Protheus Server vai colocar essa requisição em uma fila com timeout de alguns segundos, e caso o número de processos total do pool ainda não tenha atingido o máximo, ele sobe mais um processo.

Isso garante por exemplo, que somente quando o site começar a receber forte concorrência de requisições, e os processos em execução estiverem todos ocupados, mais processos serão colocados no ar, visando economia de recursos. Isso também permite definir um limite máximo de processos, para evitar que uma avalanche de requisições ou algum processo muito demorado faça com que o Protheus Server suba mais processos do que ele aguentaria dar conta — normalmente por causa de excesso de memória consumida ou mesmo de CPU.

Detalhes adicionais

Quer ver algumas coisas interessantes? Crie uma user function — vide modelo abaixo — e vamos ver o que ela vai fazer.

User Function TstAPH()
Local cRet := ''
cRet := H_IndeX()
conout(cRet)
return

Agora execute ela diretamente pelo SmartClient, e veja o resultado no log de console do Application Server. Deve ser mostrado algo assim:

[INFO ][SERVER] [11/11/2018 23:55:19] Starting Program U_TSTAPH Thread 5516 (siga0,NOTE-JULIOW-SSD)
<html><body>
<p>Olß Mundo AdvPL ASP</p>
<p>Agora sπo 23:55:20</p>
</body></html>


[INFO ][SERVER] [Thread 5516] [11/11/2018 23:55:20] Thread finished (siga0, NOTE-JULIOW-SSD, 2.63 MB.)

Na prática, eu obtive a string da página de retorno, executando meu código pelo SmartClient. Isso somente foi possível pois dentro do arquivo index.aph eu não usei nada específico do ADVPL ASP. A infraestrutura de processo oferecida pelo Protheus Server para a execução de links APW usando Working Threads oferece o uso de alias virtuais especiais para recuperar informações vindas como parâmetro de GET e POST do Browser, além de um controle nativo de variáveis de SESSION (por usuário) e COOKIES do Browser. Estes recursos estão detalhados na TDN, vide links nas referências no final deste post.

O diferencial da documentação do TDN é que as configurações das funções que fazem o ONSTART e o ONCONNECT do Pool de Threads indica que você deve usar as funções de LIB e Framework WEB compiladas no repositório do ERP, para usar alguns pseudo-comandos, como WEB EXTENDED INIT … WEB EXTENDED END e outros recursos de encapsulamento. No caso do nosso exemplo, estamos usando funções específicas e customizadas para atender uma necessidade didática. De qualquer modo, os recursos de ALIAS VIRTUAIS documentados nesta seção são oferecidos pelo Protheus Server, não dependem da LIB.

Conclusão

Com isso, começamos uma jornada no mundo do AdvPL ASP, e abrimos portas para criar muitas coisas legais. A titulo de informação, os Web Services Server do ERP Microsiga foram todos implementados em AdvPL, usando como base o POOL de Working Threads do AdvPL ASP, apenas implementando tratamentos específicos para receber um XML SOAP via POST, e retornar um XML de retorno ao invés de retornar um HTML. Os portais do ERP Microsiga foram implementados em duas camadas, uma sobre o AdvPL ASP e outra sobre Web Services. O portal em si é uma aplicação AdvPL ASP responsável por montar a interface dinâmica em HTML, consumindo um grupo de serviços publicados em um Web Services Server. Desse modo as Working Threads do portal são muito leves, pois não tem conexão persistente com Banco de Dados e não mantém tabelas abertas. Ela apenas consome um Web Service hospedado em outro serviço, e usa os retornos para montar os HTMLs dinâmicos para os usuários interagirem com as funcionalidades.

Agradeço novamente as curtidas, compartilhamentos, comentários, dúvidas e afins, e desejo novamente a todos TERABYTES de sucesso !!!

Referências

 

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O Protheus como servidor HTTP – Parte 02

Introdução

Continuando de onde paramos no post anterior, vamos agora acrescentar mais alguns detalhes e falar sobre algumas configurações mais avançadas do Protheus como Servidor HTTP.

Porta TCP 80

Quando falamos de Internet e HTTP, a porta padrão deste protocolo é a porta TCP 80. Isto quer dizer que, o Servidor WEB deve estar configurado para receber conexões HTTP na porta 80.

Porém, quando estamos por exemplo testando um serviço, ou mesmo ciando um serviço para WEB usando WebServices sobre HTTP (REST ou SOAP), podemos especificar outra porta para disponibilizar o serviço. Na prática, o que muda é a forma de você escrever a URL.

Partindo do exemplo anterior, onde configuramos o Protheus como HTTP Server na porta 80, usamos a URL http://localhost/index.html. Ao mudarmos a porta de publicação do serviço — e consequentemente reiniciar o Servidor — devemos colocar a porta depois do nome do host, usando o separador “:” dois pontos. Por exemplo, ao subir o serviço de HTTP na porta 8000, a nossa URL passa a ser http://localhost:8000/index.html

Porta SSL 443

A porta 443 é a porta default para acesso ao WEB Server usando uma conexão chamada de “segura”, que nada mais é do que uma conexão criptografada usando o protocolo SSL (Secure Socket Layer) sobre o TCP. Se, no nosso exemplo, você trocar a URL http://localhost/index.html para https://localhost/index.html, o Browse vai tentar abrir uma conexão segura na porta 443, pois esta é a porta DEFAULT para o protocolo HTTPS — e como o nosso Protheus Server ainda não está configurado para SSL, esta conexão ainda não será possível. Caso seja usada outra porta, a forma de especificar é a mesma: Após o nome do host, deve ser colocado “:” mais o número da porta desejada. O Protheus como servidor WEB também suporta HTTPS, porém vamos ver este recurso mais para frente.

Falha ao subir o serviço de HTTP

Normalmente um Protheus pode falhar na subida do serviço HTTP, caso já exista outra aplicação na máquina usando (ou em outros termos, “fazendo bind”) da porta 80. Existem alguns programas de mensagens e aplicativos que podem subir um serviço de HTTP na porta 80, para uso na máquina local. Caso já exista algum outro serviço qualquer usando a porta configurada, o Protheus Server emite a seguinte mensagem no log de console:

[WARN ][SERVER] [Thread 12628] Trying acquire port 80 (Bind error #10048:Address already in use.)

Neste caso, você pode pode mudar a porta do Protheus, para preferencialmente usar uma porta a partir da 5024, ou tentar identificar qual é a aplicação que está usando a porta 80. Uma das formas mais simples — no Windows — é usar o aplicativo gráfico RESMON.EXE (Resource Monitor), abrir a aba NETWORK, e expandir a seção “Listening Ports”. Veja um exemplo abaixo, onde o appserver.exe (Protheus Server) está com o servidor HTTP habilitado na porta 80:

AdvPL ASP - Server 80

Falha ao acessar o servidor HTTP

Vamos pegar o nosso exemplo de acesso, http://localhost/index.html — e enumerar as possibilidades desta requisição, ao ser feita pelo Browser, não ser completada com sucesso.

  1. Erro na digitação da URL  — qualquer coisa alterada nessa URL pode fazer a conexão TCP feita pelo Browser não chegar ao servidor certo, ou não localizar o arquivo desejado.
  2. O Serviço HTTP do Protheus não está no ar.  — ou está no ar mas em outra porta.
  3. O Serviço do Protheus não foi iniciado, ou falhou na subida ou inicialização.

Agora, se estamos acessando esta página pelo IP da máquina, a partir de outro computador dentro da mesma rede, além de todos os problemas enumerados acima, ainda podemos ter:

  1. Windows Firewall endo executado na máquina onde o HTTP Server está sendo executado, bloqueando o aceite ou retorno de conexões vindas de outra máquina na porta 80.
  2. Um Proxy Client configurado para acesso de internet na máquina onde está sendo executado o Browser , onde faltou configurar que o IP da máquina de destino, onde está o Protheus Server, não deve ser acessado através do PROXY. — vamos ver depois  o que é um “proxy”.

Formas de Acesso ao HTTP Server

Nestes exemplos, já vimos duas formas de escrever uma URL para abrir a página HTML de testes “index.html”, uma usando a palavra reservada “localhost”, e outra usando o IP da máquina em questão. Ainda podemos usar o IP reservado 127.0.0.1 — que na verdade é a mesma coisa que “localhost”, e caso a máquina onde está o Protheus Server HTTP tiver um nome de host — ou nome do equipamento na rede — visível pelos outros computadores da rede, podemos colocar o nome da máquina na URL, ao invés do IP. Por exemplo, ao invés de http://192.168.0.12/index.html, eu poderia usar http://note-juliow-ssd/index.html, que o Browser abriria a página corretamente.

Quando queremos que o HTTP Server esteja publicado na Internet, para que pessoas de qualquer parte do mundo conectadas na rede possam acessar, o buraco é um pouco mais em baixo… vamos ver primeiro o acesso através de uma rede local.

Configurações HTTP adicionais

Para o nosso teste, foi necessário informar na URL o protocolo (http://), o host (localhost ou IP), e a página ou arquivo a ser aberto (index.html), certo? Normalmente ninguém precisa saber qual é a página principal de um site, você entra apenas com a URL contendo protocolo e host, e o próprio website já abre a página inicial (ou DEFAULT).

Para configurar uma página DEFAULT para o PRotheus Server como HTTP, usamos a chave DEFAULTPAGE. Vide exemplo abaixo:

[http]
enable=1
port=80
path=c:\Protheus12LG\Http
defaultpage=index.html

Desta forma, agora podemos abrir o site usando apenas http://localhost , que o arquivo index.html será revolvido ao Browser, sem que você precise informar o nome dele na URL .

Sub-Pastas de publicação WEB

No nosso PATH de publicações WEB, a pasta “raiz” de publicação fica no disco, mais exatamente no drive C:, na pasta \Protheus12LG\Http . Logo, qualquer arquivo que a gente coloque dentro desta pasta, pode ser acessado pela URL http://host-ou-ip/nomedoarquivo.extensao&#8221;

Caso você crie no disco, dentro da pasta HTTP, uma pasta chamada “imagens”, e dentro dela você colocar a imagem “foto.jpg”, para acessá-la do Browser, você deverá usar a URL http://host-ou-ip/imagens/foto,jpg&#8221;

Mais de um site no mesmo HTTP Server

Quando utilizamos no Browse o IP da máquina, ou o nome dela na rede local, ambas as requisições chegam no mesmo HTTP Server, na mesma porta. O que muda entre elas é a URL através da qual foi feito o pedido da página.

Usando o HTTP Server do Protheus, podemos configurar uma ou mais seções no arquivo de configuração, para permitir direcionar URLs diferentes que chegam no mesmo serviço, para diferentes pastas raiz de publicação. Por exemplo, minha máquina na rede chama-se note-juliow-ssd, com o IP 192.168.0.12, e eu quero colocar dois sites diferentes, com pastas de publicação WEB diferentes. Basta eu acrescentar as chaves abaixo no appserver.ini:

[note-juliow-ssd]
enable=1
Path=c:\Protheus12LG\WebSite1
DefaultPage=index.html

[192.168.0.12]
enable=1
Path=c:\Protheus12LG\WebSite2
DefaultPage=index.html

Considerando que eu ainda tenho todas as demais configurações da seção HTTP (abaixo), agora nós temos o seguinte cenário:

[http]
enable=1
port=80
path=c:\Protheus12LG\Http
defaultpage=index.html

Deste modo, o HTTP Server vai se comportar da seguinte forma, para cada uma das URLs de acesso:

http://192.168.0.12/ — O HTTP Server encontra uma seção de configuração com este IP, verifica que está habilitada (Enable=1) e que o PATH raiz de publicação é a pasta c:\Protheus12LGWebSite1. Logo, ele vai procurar a página default (index.html) dentro dessa pasta do disco, e retorná-la ao Browse.

http://note-juliow-ssd/ — Mesmo caso anterior, porém com outra pasta raiz de publicação configurada — c:\Protheus12LG\WebSite2. Logo, o HTTP Server vai retornar o arquivo index.html deste diretório configurado.

http://localhost/ — Inicialmente o HTTP Server verifica se tem uma seção de configuração chamada de [localhost] no arquivo de configuração. Como ele não encontra nada, ele vai ler as configurações default da seção [HTTP], e vai retornar o arquivo index.html da pasta raiz default — c:\Protheus12LG\Http

FAQ

  • É possível subir o Protheus como  HTTP Server em mais de uma porta ao mesmo tempo ? 

R: Não. A configuração de porta do HTTP Server é única, e é definida apenas na seção HTTP. O que dá para ser feito é subir o HTTP Server e o HTTPS Server — conexão SSL — no mesmo serviço, porém são protocolos distintos, cada um sendo acessado pela porta configurada.

  •  É possível subir mais de um Protheus como HTTP Server na mesma porta e na mesma máquina?

R: Sim, mediante configuração específica. Quando subimos um HTTP Server Protheus em uma porta, ele passa a atender as requisições que chegam nesta porta, por qualquer interface de rede da máquina. Se você configurar, através da chave IP=nnn.nnn.nnn.nnn, na seção HTTP, indicando o IP de uma interface de rede para o HTTP Server atender as requisições, você consegue configurar outro HTTP Server na mesma porta, bastando especificar o IP de outra interface de rede da sua máquina.

  • Eu consigo criar pastas virtuais no HTTP Server ?

R: Sim, usando o mesmo recurso para configurar múltiplos sites na mesma máquina — criando uma chave no arquivo appserver.ini com o nome do host de entrada da URL, seguido por “/” e uma ou mais pastas, separadas por “/”. Por exemplo, os dois sites acima possuem uma pasta chamada “common”, cujo conteúdo é idêntico para os dois sites. Você pode gravar estes arquivos em apenas uma pasta — por exemplo c:\Protheus12LG\WebCommon, e criar as seguintes configurações:

[note-juliow-ssd/common]
enable=1
Path=c:\Protheus12LG\WebCommon

[192.168.0.12/common]
enable=1
Path=c:\Protheus12LG\WebCommon

Com isso, tanto faz se o usuário está navegando no site 1 ou no site 2, quando o Browse pedir um arquivo da pasta “/common/” através de qualquer uma das URLs, apenas uma pasta será usada para atender estas requisições, evitando duplicidades de arquivo desnecessárias.

Conclusão

Acho que até aqui já está bom como introdução ao HTTP Server do Protheus para páginas estáticas. No próximo post, vamos ver o uso de uma conexão segura (SSL), e depois vamos partir para o AdvPL ASP !!!

Agradeço novamente a audiência, e desejo a todos TERABYTES DE SUCESSO !!!

Referências

O Protheus como servidor HTTP – Parte 01

Introdução

Como já foi mencionado em posts anteriores, dentre as capacidades do Protheus Server é a possibilidade de configurá-lo como um servidor WEB / HTTP. Como as próximas funcionalidades do CRUD vão entrar no mundo WEB, vamos ver um be-a-bá do que é um servidor WEB HTTP, e como tornar o Protheus inicialmente um servidor de páginas estáticas, e depois como transformá-lo em um servidor de páginas dinâmicas usando AdvPL ASP.

O que e um servidor WEB?

Cada site da Internet está hospedado em um ou mais servidores, espalhados pelo mundo. Quando executamos um Browser — programa feito para acessar os sites — como por exemplo o Internet Explorer, Firefox, Microsoft Edge, Google Chrome, Mozilla e afins, nós acessamos os sites que nós conhecemos através de um endereço — chamado URL — composto por letras, números e pontos. Por exemplo, http://www.google.com.br

Sem entrar profundamente na resolução de endereços, na prática o programa usado como Internet Browser descobre qual é o IP do servidor onde o site está hospedado, e abre uma conexão TCP com o servidor ou máquina onde está hospedado o site, e através do protocolo HTTP usado sobre a conexão TCP, o Browser pede ao servidor a página inicial do site.

O servidor, por sua vez, identifica a requisição de página recebida, realiza algumas verificações sobre as informações que implicitamente são enviadas pelo Browser, e normalmente retorna ao Browser um conteúdo HTML — chamado de “página”. Esta página contém um texto demarcado por marcadores, que informam ao Browse como ele deve mostrar na tela as informações da página. Uma página HTML de um site pode exibir textos, imagens, vídeos, e inclusive outros conteúdos, desde que o Browser conheça ou saiba como interpretar este conteúdo.

Como funciona por dentro

O computador usado para disponibilizar o site na internet, usa um programa do tipo “Servidor HTTP” — por exemplo o Microsoft IIS (Windows), Apache (Linux), entre outros. Normalmente, independente do programa utilizado, neste computador existe uma pasta no disco, conhecida como “pasta raiz de publicação WEB”, onde você coloca os arquivos HTML do seu site, e dentro dessa pasta você também pode criar outras pastas, para colocar mais arquivos que podem ser acessados pelo Browser de Internet.

Logo, a função básica de um Servidor HTTP é exportar para a internet o diretório (e sub-diretórios ou pastas) criados no servidor. Acho que isso vai ficar mais claro quando a gente configurar o Protheus como servidor HTTP, e fazer um teste no seu computador mesmo.

Configuração de HTTP do Protheus

Como o objetivo inicial é mostrar como a mágica acontece por dentro, vamos começar do exemplo mais simples de configuração, usando o Protheus como um servidor HTTP de conteúdo estático — isto é, ele vai permitir acessar por um Web Browser os arquivos e um diretório do seu computador, que você vai definir. Para isso, vamos acrescentar no arquivo de configuração do Protheus (appserver.ini) as seguintes linhas:

[http]
enable=1
port=80
path=c:\Protheus12LG\Http

A pasta c:\Protheus12\Http neste momento está vazia. Agora, usando o NOTEPAD ou outro editor de textos, crie dentro dessa pasta um arquivo chamado “index.html”, e dentro dele coloque o seguinte conteúdo:

<html>
<body>
Olá Mundo HTTP do Protheus
</body>
</html>

Após salvar o arquivo com o nome indicado, se você clicar duas vezes nele — usando o Windows Explorer por exemplo — seu computador deve abrir o Browser default de Internet, e mostrar o seguinte conteúdo na tela:

Ola Mundo HTTP 1

Porém, repare uma coisa: Na barra de endereços do Browser, é mostrado uma URL que aponta para um caminho LOCAL do seu equipamento. Logo, o Browser não fez conexão TCP nenhuma com o Protheus, ele apenas abriu o arquivo do disco para você ver o conteúdo HTML dele formatado pelo Browser.

Agora, depois de acrescentar as informações no aquivo de configurações do Protheus Server, e subir ele como serviço, desde que não tenha nenhum outro aplicativo usando a porta 80 do seu equipamento, no log de console do Protheus Server você deve ver as seguintes mensagens:

Http server is ready.
Root path is c:\protheus12lg\http\
Listening port 80 (default)

Agora, volte no Browser do seu equipamento, e digite a seguinte URL;  http://localhost/index.html , e veja o que acontece. Se tudo deu certo, você deve ver exatamente o que foi mostrado no Browser anterior, porém agora acessando a sua própria máquina, onde o Protheus Server está fornecendo a interface de conexão para o Browser, e retornando a página solicitada.

Ola Mundo HTTP 2

Experimente agora pegar um arquivo de imagem da sua máquina, pode ser com extensão jpeg, jpg, png, bmp, tanto faz. Copie o arquivo e cole ele dentro da pasta de publicação do seu ambiente. Não use um arquivo que contenha nome composto separado por espaço em branco — ainda não — por exemplo “minhafoto.jpg”.

Agora, vá no Browser, e troque a URL o texto “index.html” para “mihafoto.jpg”. Novamente, se tudo der certo, você deve ver a sua foto no Browser.

Se você errar alguma letra do nome da foto ou do arquivo de indice (html), o Browse deve mostrar no Browse uma tela de erro, onde em algum lugar ele deve mencionar o código 404.

Error 404

Este erro foi retornado pelo Protheus, indicando que o arquivo que eu pedi — chamado naoexiste.html não foi encontrado na pasta de publicação. O erro de arquivo ou página não encontrado do protocolo HTTP é 404.

Acessando esta página de outra máquina

Como até aqui o teste de publicação está sendo feito com o Protheus Server na sua máquina, e o Browser também sendo aberto na sua máquina, a URL “http://localhost/index.html&#8221; funciona. Isso por que “localhost” indica para o Browser que ele deve procurar o servidor de Internet — que no nosso caso é o Protheus Server — na máquina local, isto é, na máquina que o próprio Browser está sendo executado.

Aqui em casa eu acesso a internet usando um Modem Wi-Fi. Quando meu notebook é iniciado, ele conecta no Wi-Fi e recebe um endereço IP, para uma rede interna através  da qual o acesso a Internet é compartilhado entre outros dispositivos, como o notebook da minha esposa, e os nossos aparelhos celulares. Ao usar o comando IPCONFIG do Windows, eu consigo descobrir qual é o IP do meu Notebook dentro da minha rede “interna” — dentro de casa.

Wireless LAN adapter Wi-Fi:

Connection-specific DNS Suffix . :
IPv6 Address. . . . . . . . . . . : 2804:14d:32a0:2a01:3122:114b:ddb7:e5db
Temporary IPv6 Address. . . . . . : 2804:14d:32a0:2a01:d025:52bf:85ca:4a3b
Temporary IPv6 Address. . . . . . : 2804:14d:32a0:2a01:d404:32c:510d:1208
Temporary IPv6 Address. . . . . . : 2804:14d:32a0:2a01:fd1a:5e2:1a67:3f84
Link-local IPv6 Address . . . . . : fe80::3122:114b:ddb7:e5db%5
IPv4 Address. . . . . . . . . . . : 192.168.0.12
Subnet Mask . . . . . . . . . . . : 255.255.255.0
Default Gateway . . . . . . . . . : fe80::2e95:69ff:fe69:218b%5
192.168.0.1

O que interessa para mim é o IPV4 Address, que agora e dentro da minha rede doméstica é “192.168.0.12”. Agora eu vou fazer uma brincadeira, com o meu celular conectado no mesmo Wi-Fi, vou abrir o Chrome dentro do celular, e na barra de endereços, eu vou digitar a URL usada no exemplo acima, porém trocando a palavra “localhost” pelo IP d meu notebook. O endereço fica assim:

http://192.168.0.12/index.html

E, se novamente tudo der certo, eu vejo a mesma mensagem na tela do computador, e no celular !!!

IMG_3628

A imagem acima é um “Print” da tela do meu aparelho celular, acessando a página de exemplo que eu hospedei no Protheus Server do meu notebook. 😀

Conclusão

Esse foi o primeiro post dessa sequência, espero que tenha sido suficiente para pelo menos ter uma “noção básica” de como um servidor de internet funciona. Existem muitos outros controles e configurações no Protheus, desde a parte do HTTP apenas como servidor de arquivos, até a execução de páginas dinâmicas (AdvPL ASP). Não se preocupe, a gente chega juntos lá.

Novamente desejo a todos TERABYTES DE SUCESSO 😀

Referências

 

Identificando Problemas – Queries lentas – Parte 04

Introdução

Continuando o assunto de identificação de problemas, vamos ver agora o que e como lidar com queries que não apresentam um bom desempenho. Antes de chamar um DBA, existem alguns procedimentos investigativos e algumas ações que ajudam a resolver uma boa parte destas ocorrências.

Queries, de onde vêm?

Quando utilizamos um Banco de Dados relacional homologado com o ERP Microsiga / Protheus, todas as requisições de acesso a dados passam pela aplicação DBAccess. Como eu havia mencionado em um post anterior, o DBAccess serve de “gateway” de acesso ao Banco de Dados, e serve para emular as instruções ISAM do AdvPL em um banco relacional.

Logo, as queries submetidas pelo DBAccess ao Banco de Dados em uso podem ser de de dois tipos:

  • Queries emitidas (geradas) pelo DBAccess para atender a uma requisição ISAM — DBGoTop(), DBGoBottom(), DbSkip(), DBSeek().
  • Queries abertas pela aplicação AdvPL para recuperar dados diretamente do Banco de Dados.

Quando utilizamos o DBAccess Monitor, para realizar um Trace de uma conexão do Protheus com o DBAccess, podemos visualizar as operações solicitadas do Protheus ao DBAccess, e as respectivas queries submetidas ao Banco de Dados.

Como identificar uma query “lenta”?

Normalmente encontramos uma ou mais queries com baixo desempenho quando estamos procurando a causa da demora de um determinado processo. A descoberta acaba sendo realizada durante a análise de um Log Profiler obtido durante a execução da rotina, ou também através de um trace da conexão do DBAccess usando o DBMonitor.

Agora, podemos também usar o próprio DBAccess para gerar um log das queries que demoraram mais para serem abertas pelo Banco de Dados. Basta utilizar a configuração MaxOperationTimer, onde podemos especificar um número de segundos limite, a partir do qual um log de advertência deve ser gerado pelo DBAccess, caso o retorno da abertura de uma Query ultrapasse o tempo definido.

O que é uma query lenta?

Definir lentidão normalmente não está ligado apenas a medida absoluta de tempo, mas sim é relativa a urgência ou necessidade de obter a informação rapidamente, versus a quantidade de informações a serem avaliadas e retornadas.

Por exemplo, quando a aplicação AdvPL executa uma instrução como DBGoto(N), onde N é o número de um registro da base de dados, o DBAccess vai montar e submeter uma Query contra o banco de dados, para selecionar todas as colunas da tabela em questão, onde o campo R_E_C_N_O_ é igual ao número N informado.

SELECT CPO1,CPO2,CPO3,...N FROM TABELA WHERE R_E_C_N_O_ = N

Meu chapa, essa Query deve rodar normalmente em menos de 1 milissegundo no banco de dados, por duas razões: A primeira é que a coluna R_E_C_N_O_ é a chave primária (Primary Key) de todas as tabelas criadas pelo DBAccess, então naturalmente existe um índice no Banco de Dados usando internamente para achar em qual posição do Banco estão gravadas as colunas correspondentes a esta linha. E a segunda é que, apenas uma linha será retornada.

Se não existisse um índice para a coluna R_E_C_N_O_, o Banco de Dados teria que sair lento a tabela inteira, sequencialmente, até encontrar a linha da tabela que atendesse esta condição de busca. Esta busca na tabela de dados inteira sem uso de índice é conhecida pelo termo “FULL TABLE SCAN”.

Agora, imagine um SELECT com UNION de mais quatro selects, finalizado com um UNION ALL, onde cada Query faz SUB-SELECTS e JOINS no Banco de Dados, e o resultado disso não vai ser pequeno … Mesmo em condições ideais de configuração do Banco de Dados, não é plausível exigir que uma operação deste tamanho seja apenas alguns segundos.

Causas mais comuns de degradação de desempenho em Queries

Entre as mais comuns, podemos mencionar:

  1. Ausência de um ou mais índices — simples ou compostos — no Banco de Dados, que favoreçam um plano de execução otimizado do Banco de Dados para recuperar as informações desejadas.
  2. Estatísticas do Banco de Dados desatualizadas.
  3. Picos de CPU , Disco ou Rede, na máquina onde está o DBAccess e/ou na máquina onde está o Banco de Dados.
  4. Problemas de hardware na máquina do Banco de Dados ou em algum dos componentes da infra-estrutura.
  5. Problemas de configuração ou de comportamento do próprio Banco de Dados sob determinadas condições.
  6. Excesso de operações ou etapas do plano de execução, relacionadas a complexidade da Query ou da forma que a Query foi escrita para chegar ao resultado esperado.

Recomendo adicionalmente uma pesquisa sobre “Full Table Scan” e outras causas possíveis de baixo desempenho em Queries. Quanto mais infirmação, melhor. E, a propósito, mesmo que a tabela não tenha um índice adequado para a busca, se ela for  realmente pequena (poucas linhas) , o Banco de Dados internamente acaba fazendo CACHE da tabela inteira em, memória, então um Full Table Scan acaba sendo muito rápido, quando a tabela é pequena. Esta é mais uma razão por que muitas ocorrências de desempenho relacionados a este evento somente são descobertas após a massa de dados crescer representativamente no ambiente.

Troubleshooting e boas práticas

Normalmente as melhores ferramentas que podem dar pistas sobre as causas do baixo desempenho de uma Query são ferramentas nativas ou ligadas diretamente ao Banco de Dados, onde a ferramenta é capaz de desenhar e retornar — algumas inclusive em modo gráfico — o PLANO DE EXECUÇÃO da Query. Neste plano normalmente as ferramentas de diagnóstico informam quando está havendo FULL TABLE SCAN, e quais são as partes da Query que consomem mais recursos no  plano de execução. Algumas destas ferramentas inclusive são capazes de sugerir a criação de um ou mais índices para optimizar a busca dos dados desejados.

Mesmo sem ter uma ferramenta destas nas mãos, normalmente necessária para analisar queries grandes e mais complexas, podemos avaliar alguns pontos em queries menores “apenas olhando”, por exemplo:

  1. Ao estabelecer os critérios de busca — condições e comparações usadas na cláusula WHERE — procure usar diretamente os nomes dos campos, comparando com um conteúdo fixo,  evitando o uso de funções. É clado, vão existir exceções, mas via de regra procure estar atento neste ponto.
  2. Evite concatenações de campos nas expressões condicionais de busca. Imagine que você tem uma tabela com dois campos, e você tem nas mãos, para fazer a busca, uma string correspondendo a concatenação destes dois valores. Muto prático você fazer SELECT X FROM TABELA WHERE CPO1 || CPO2 = ‘0000010100’, certo ? Sim, mas mesmo que você tenha um índice com os campos CPO1 e CPO2, o Banco de Dados não vai conseguir usar o índice para ajudar nesta Query — e corre o risco de fazer FULLSCAN. Agora, se ao inves disso, você quebrar a informação para as duas colunas, e escrever SELECT X FROM TABELA WHERE CPO1 = ‘000001’ AND CPO2  = ‘01000’ , o Banco de Dados vai descobrir durante a montagem do plano de execução que ele pode usar um índice para estas buscas, e vai selecionar as linhas que atendem esta condição rapidinho.
  3. O Banco de Dados vai analisar a sua Query, e tentar criar um plano de acesso (ou plano de execução) para recuperar as informações desejadas o mais rápido possível. Se todas as condições usadas na cláusula WHERE forem atendidas por um mesmo índice, você ajuda o Banco de Dados a tomar a decisão mais rapidamente de qual índice internamente usar, se você fizer as comparações com os campos na ordem de declaração do índice. Por exemplo, para o índice CPO1, CPO2, CPO3, eu sugiro  uma Query com SELECT XYZ from TABELA WHERE CPO1 = ‘X’ AND CPO2 = ‘Y’ AND CPOC3 >=  ‘Z’

Queries emitidas pelo DBAccess

As queries emitidas pelo DBAccess no Banco de Dados para emular o comportamento de navegação ISAM são por natureza optimizadas. Para emular a navegação de dados em uma determinada ordem de índice, o DBAccess emite queries para preencher um cache de registros — não de dados — usando os dados dos campos como condições de busca, na mesma sequência da criação do índice. E, para recuperar o conteúdo (colunas) de um registro (linha), ele usa um statement preparado, onde o Banco faz o parser da requisição apenas na primeira chamada, e as demais usam o mesmo plano de execução.

Porém, isto não impede de uma ou mais queries emitidas pelo DBAccess acabem ficando lentas. Normalmente isso acontece quando é realizada uma condição de filtro na tabela em AdvPL, onde nem todos — ou nenhum —  os campos utilizados não possuem um índice que favoreça uma busca indexada, fazendo com que o Banco acabe varrendo a tabela inteira — FULL SCAN — para recuperar os dados desejados.

Este tipo de ocorrência também é solúvel, uma vez determinado qual seria a chave de índice que tornaria a navegação com esta condição de filtro optimizada, é possível de duas formas criar este índice.

Criando um índice auxiliar

A forma recomendada de se criar um índice auxiliar é acrescentá-lo via Configurador no arquivo de índices do ERP (SIX), para que ele seja criado e mantido pelas rotinas padrão do sistema. Porém, para isso este índice não pode conter campos de controle do DBAccess no meio das colunas do índice, e para se adequar ao padrão do ERP, seu primeiro campo deveria sempre ser o campo XX_FILIAL da tabela.

Quando esta alternativa não for possível, existe a possibilidade de criar este índice diretamente no Banco de Dados. Porém, a existência desse índice não deve interferir na identificação de índices de emulação ISAM que o DBAccess faz quando qualquer tabela é aberta. Para isso, a escolha do NOME DO ÍNDICE é fundamental.

Um índice criado diretamente no Banco de Dados para estes casos deve ter um nome que seja alfabeticamente POSTERIOR aos índices declarados no dicionário de dados (SIX). Por exemplo, existe uma tabela ABC990, que possui 8 índices. O ERP Microsiga nomeia os índices da tabela no padrão usando o nome da tabela e mais um número ou letra, em ordem alfabética. Logo, os oito primeiros indices da tabela chamam-se, respectivamente, ABC9901, ABC9902 … ABC9908.

Nomeie seu primeiro índice customizado com o nome de ABC990Z1. Caso seja necessário mais um índice, ABC990Z2, e assim sucessivamente. Chegou no 9, precisa de mais um índice, coloque a letra “A” — ABC990ZA. Dessa forma, estes índices ficarão por último na identificação do DBAccess, e por eles provavelmente não se encaixarem no padrão do ERP, você não vai — e não deve — usá-los dentro de fontes customizados AdvPL — Estes índices vão existir apenas no Banco de Dados, para favorecer a execução de queries especificas ou filtros específicos de navegação.

Precauções

Uma vez que um ou mais índices sejam criados dentro do Banco de Dados, sem usar o dicionário ativo de dados (SIX), qualquer alteração estrutural na tabela feita por uma atualização de versão ou outro programa pode apagar estes índices a qualquer momento, caso seja necessário, e isso vai novamente impactar o desempenho da aplicação. Para evitar isto, é possível escrever uma rotina em AdvPL — customização — para verificar usando Queries no banco de dados se os índices auxiliares criados por fora ainda existem, e até recriá-los se for o caso. Pode ser usado para isso o Ponto de Entrada CHKFILE() , junto das funções TCCanOpen() — para testar a existência do índice — e TcSqlExec() — para criar o índice customizado usando uma instrução SQL diretamente no banco de dados.

Outras causas de degradação de desempenho

Existem ocorrências específicas, que podem estar relacionadas desde a configuração do Banco de Dados, até mesmo problemas no mecanismo de montagem ou cache dos planos de acesso criados pelo Banco para resolver as Queries. Outas ocorrências podem estar relacionadas a execução de rotinas automáticas ou agendadas no próprio servidor de Banco de Dados. Normalmente o efeito destas interferências são percebidos como uma lentidão momentânea porém generalizada, por um período determinado de tempo.

Conclusão

Use a tecnologia ao seu favor, e em caso de pânico, chame um DBA! Muitas vezes existe uma forma mais simples ou com menos etapas para trazer as informações desejadas. Outras vezes é mais elegante, rápido e prático escrever mais de uma query menor, do que uma Super-Query-Megazord.

Desejo a todos um ótimo final de semana, e muitos TERABYTES DE SUCESSO 😀

Referências

 

Identificando Problemas – Congelamento e Conexões Presas – Parte 03

Introdução

No post anterior (https://siga0984.wordpress.com/2018/11/07/identificando-problemas-congelamento-e-conexoes-presas-parte-02), demos uma boa olhada sobre travamentos e congelamentos, desde a percepção do usuário, até algumas possíveis causas e alguns procedimentos de diagnóstico. Neste post, vou apresentar mais algumas possibilidades, e complementar alguns casos já vistos, e ver mais de perto o “temível” DEADLOCK 😀

Dicas para Todos os Casos

  1. Começamos procurando o processo no Protheus Monitor,e verificando se o total de instruções está sendo atualizado. Se não estiver sendo atualizado, o processo está esperando por “algo”.
  2. O processo tem conexão com o DBAccess? Verifique o que a conexão está fazendo. Se o DBAccess está “IDLE” faz algum tempo, seja lá o que o processo estiver esperando, não é um retorno do DBAccess. Elimine a conexão do DBAccess e espere ela sair do DBAccess monitor — isso pode demorar até 30 segundos, inclusive devido ao fato da aplicação não estar fazendo requisições para o DBAccess, ele somente verifica o flag de “derrubar a conexão” em intervalos de 30 segundos.
  3. O processo ainda está com o SmartClient aberto? Se tiver algum problema no SmartClient, e o server está esperando algo que deveria vir do SmartClient, derrubar o SmartClient também faria o processo terminar — porém com uma mensagem de erro de sincronismo, sem gerar log. Deixemos isso como ultima alternativa.
  4. Podemos também tentar derrubar o processo pelo Monitor do Protheus, mas lembre-se de não usar a opção “derrubar imediatamente”, senão o processo some do monitor, e você somente vai saber se ou quando ele saiu, depois de verificar o console.log do Application Server.
  5. Ao investigar ocorrências estranhas e com poucas pistas, procure obter mais informações, inclusive verifique os logs e configurações das aplicações envolvidas — DBAccess, LockServer (linux), License Server, Protheus Master, Slave(s), etc. — principalmente verifique se nestes serviços não está acontecendo algum ACCESS VIOLATION e FAILURE ON THREAD DELETE. Depois de ocorrências desta natureza, o comportamento da aplicação é imprevisível — mas normalmente os efeitos mais comuns são: Recursos bloqueados ou em uso por um processo que não está mais no Monitor, crescimento do uso da memória ao longo do tempo, inclusive congelamentos.

NÃO ACHEI … E AGORA ?

Beleza, você já olhou com uma lupa e não achou onde travou, ou pior, cada hora trava em um lugar diferente, só acontece na produção, ninguém reproduz no ambiente de desenvolvimento ou na homologação …

Abra um chamado na TOTVS, forneça os detalhes pertinentes, o analista de suporte pode pedir mais algumas informações, e se mesmo assim não for descoberto a causa ou o que está acontecendo, ainda assim é possível usar uma build Debug ou RWD (Release com informações de Debug) do Application Server, fornecida para a análise desta ocorrência, junto com um procedimento para gerar um “Core Dump” manualmente do Protheus Server, ou da aplicação em questão — no momento em que o travamento for reproduzido.

Através de um “Core Dump” gerado nestas condições, o time de Tecnologia consegue abrir este arquivo para análise, e determinar onde e o que cada processo dentro do servidor de aplicação estava fazendo no momento que o Dump foi gerado. Isso ajuda muito no diagnóstico, quando os demais procedimentos não deram resultados satisfatórios.

Outros Casos

Lembrando o caso clássico de “Impressão no Servidor” usando um Driver de geração de PDF, rodando o Protheus como serviço do Windows … O processo atual simplesmente TRAVA dentro do servidor. Este caso está bem detalhado no primeiro post — https://siga0984.wordpress.com/2015/08/01/identificando-problemas-memoria-no-advpl-parte-01/ — vale a pena dar uma lida nele, pois além de travar ele mantém vários recursos ocupados e abertos, como a conexão com o DBAccess , License Server, c-Tree, etc.

Existe também a possibilidade de haver algum erro de lógica ou falha de tratamento de eventos ou um estado de interface não previsto, onde o Loop ou o Travamento pode estar dentro do Application Server, ou mesmo dentro do SmartClient, disparados por alguma condição particular. São erros mais difíceis de serem diagnosticados, principalmente quando não existe — ou ninguém sabe como faz — uma receita de bolo para fazer o problema “aparecer” e ser reproduzido. Reproduzir bug em cativeiro é “de rosca”… Não tem como fugir das etapas do processo investigativo, e se nada deu certo, quando a ocorrência chegar até esta camada, cada caso é estudado individualmente no atendimento, onde outras medidas podem ser adotadas, desde uma build Debug, até uma build com uma instrumentação específica para levantar mais informações sobre a ocorrência pode ser fornecida para o cliente no ambiente em questão.

Outros tipos de Loop Infinito – O DEADLOCK

Esse é um dos tipos de ocorrência que dá mais trabalho de investigar, e seus efeitos são desastrosos … A aplicação AdvPL realiza as alterações de registro na base de dados obrigatoriamente solicitando um Lock de Registro, tratado pelo DBAccess. No ERP, usamos a função RecLock(), do FrameWork AdvPL, que possui um tratamento de retry para a obtenção do bloqueio.

Porém, uma vez que uma determinada aplicação esteja em JOB — Como um Scheduler ou um WebService, por default este retry é reiniciado em caso de falha. Caso dois processos diferentes tenham obtido cada um um determinado lock, e no momento atual um processo tenta obter o lock do registro que está com o outro processo, e vice-versa, temos um DEADLOCK na aplicação AdvPL.

Neste caso, se os dois programas estão em JOB — sem interface — ambos ficam tentando pegar cada um o lock que está com o outro processo, e como nenhum deles vai “desistir”, ambos ficam em loop até que um deles seja identificado e derrubado — pelo Monitor do Protheus ou do DBAccess.

Identificando os processos envolvidos

Normalmente dois ou mais processos entram em loop, fazendo várias tentativas de bloqueio de registro, e ninguém sai do lugar. Nestes casos, como eu não sei o que está acontecendo, uma das alternativas é verificar no DBAccess os processos com transação aberta a muito tempo — existe uma coluna nova para indicar isso — e então, usando o DBAccess Monitor, fazemos um TRACE de alguns segundos da conexão, para ver se ela está tentando pegar um lock e não está conseguindo. Depois de saber a tabela e registro envolvidos, você pode procurar quem é o dono do lock no Monitor de Locks do DBAccess, e ver o que esta conexão esta fazendo. Se ela também está tentando pegar outro lock, isso pode indicar um cenário de deadlock, onde basta chutar um dos processos para que o outro tenha a chance de ser finalizado.

WebServices e DEADLOCKs

Os WebServices do Protheus possuem uma configuração especial para fazer com que o retry para obter o lock seja executado apenas por um período de tempo determinado, e em caso de falha, o JOB do WEBSERVICE é encerrado com uma ocorrência de error.log, indicando que não foi possível obter o bloqueio de um determinado registro de uma tabela, inclusive fornecendo detalhes de qual era o processo que estava “segurando” este lock. A configuração chama-se ABENDLOCK=1, definida na seção de configuração das WORKING THREADS dos WEBSERVICES. De qualquer modo, a partir de Dezembro de 2017, esta configuração foi habilitada por DEFAULT nos WebServices, vide a nota de release da TDN.

DBAccess e DEADLOCKs

Devido a dificuldade de identificar os processos e registros envolvidos em uma ocorrência de DEADLOCK, seria muito interessante se o próprio DBAccess conseguisse identificar uma situação como essa, e avisar a um dos programas envolvidos que ele está envolvido em um DEADLOCK com um ou mais processos, onde a aplicação pode tratar a mensagem do DBAccess e finalizar-se automaticamente, gerando o log de erro correspondente e soltando os bloqueios obtidos, ou deixar que o DBAccess finalize uma das conexões automaticamente, para que as outras tenham chance de terminar.

Conclusão

Por hora, deixo as conclusões com vocês, eu apenas vou concluir este POST 🙂

Agradeço a todos novamente pela audiência, e desejo a todos TERABYTES de SUCESSO 😀

 

 

Identificando Problemas – Congelamento e Conexões Presas – Parte 02

Introdução

No primeiro post sobre identificação de problemas — Identificando Problemas  – Memória no AdvPL – Parte 01 — falamos sobre uso de memória e Leaks de memória. Hoje, vamos obter mais detalhes sobre travamentos, congelamentos, conexões e licenças “presas”, e ocorrências desta natureza.

IGH, TRAVOU…

Bem, um operador do ERP executa uma rotina ou sub-rotina qualquer, normalmente através do SmartClient, certo? Por sua vez, o SmartClient em si é uma aplicação em C++ que, em poucas palavras, foi feita para desenhar os componentes que a aplicação AdvPL criou dentro de uma caixa de diálogo ou Janela, e uma vez que a janela torna-se ativa — método ::Activate() do diálogo — os controles de entrada de dados e interação com a aplicação estão do lado do cliente, e o servidor aguarda pelo disparo de ações a partir dos componentes de tela, como clicar em um botão ou preencher um campo com dados.

Já o Protheus Server, executando um programa AdvPL, ao receber uma ação do SmartClient, executa o bloco de código correspondente a ação, que pode chamar rotinas e sub-rotinas, interagir com a interface atual, e até mesmo montar uma nova caixa de dialogo sobre a interface atual e torná-la ativa.

Do lado do usuário, no SmartClient, a percepção do usuário de “travamento” ou “congelamento” normalmente é percebida como “eu apertei um botão, que deveria fazer X, e nada aconteceu, e eu não consigo clicar ou fazer mais nada”.

Onde, quando, como e o quê travou ?

A resposta de cada uma destas perguntas leva para a próxima pergunta. Onde travou, a informação de qual botão em qual tela que foi apertado e percebido o travamento. Quando, é a informação sobre a periodicidade que isso ocorre. Sempre trava ao apertar este botão? Se não trava sempre, como faz para ele travar? Somente trava quando um campo da tela estava com o valor Y? Ou é uma ocorrência esporádica?  O botão funciona o dia inteiro, e de repente trava…

A resposta da última pergunta é a questão de um milhão …  risos … existem muitas coisas que podem ter acontecido. Vamos enumerar aqui boa parte das possibilidades.

Loop Infinito

Aquele botão dispara uma rotina, com um determinado conjunto de parâmetros, e existe um erro de lógica na rotina, onde uma parte do código entra em loop, realizando um determinado processamento e esperando por uma determinada condição para finalizar o loop. Por exemplo, a rotina abriu uma Query, e está lendo campos da Query e acrescentando um valor em uma variável, até que a Query termine, mas dentro do laço o programador esqueceu de colocar um DBSkip() — ou fez esta operação sem querer em um outro ALIAS, ao invés de fazer na QUERY —  ou ainda um laço FOR … NEXT que usou uma variável N, que inadvertidamente foi alterada dentro do loop, para um outro valor menor, fazendo com que o laço não termine.

Nestes casos, ao abrir o Monitor de Processos do Protheus, e localizar o usuário, a coluna que indica o número total de instruções está sempre crescendo, normalmente a CPU fica mais alta no serviço do Protheus que está executando este processo, e o número de instruções por segundo mostrado no Monitor do Protheus também é alto.

Esse é um caso simples de descobrir onde está o problema, basta finalizar o processo pelo Monitor do Protheus, preferencialmente sem marcar a opção “derrubar imediatamente”. A aplicação AdvPL em loop vai perceber entre uma instrução e outra que ela foi marcada para ser finalizada — é isso que o Monitor do Protheus faz quando você manda finalizar um processo. No momento que a aplicação perceber isso, ela finaliza o processo, com uma ocorrência de erro “Process terminated by Administrator” ou algo assim, gerando uma ocorrência de erro com o stack ou pilha de chamada de funções, para mostrar onde foi que o Protheus “percebeu” que o processo foi marcado para ser finalizado.

Nesta situação, quando o Programa AdvPL está em LOOP e não está interagindo com a Interface, a cada 10 segundos o Protheus Server verifica se o SmartClient ainda está lá, aguardando pela resposta. Caso o Server perceba que o SmartCient caiu, ou a conexão de rede foi interrompida, ele finaliza o processo atual com a ocorrência de erro fatal em AdvPL “Remote Connection BROKEN”.

Latência alta de rede entre Protheus e SmartClient

Normalmente quando isso acontece, o processo dá a impressão de ter “travado”, porém em alguns segundos a tela que deveria aparecer simplesmente “aparece”. Imagine que o programa em AdvPL está desenhando uma nova caixa de diálogo, com muitos componentes, e durante a montagem da tela o programa pede ao SmartClient coordenadas de tela e informações sobre as dimensões dos componentes em fase de montagem. Uma latência de rede momentânea de 500 ms (milissegundos) pode fazer uma tela que, durante sua montagem, faça 10 requisições ao SmartClient, demorar quase 5 segundos para ser finalizada. Num caso como esse, o monitor do Protheus mostra um numero de instruções por segundo perto de zero, e o número de instruções total sobe bem devagar.

Instrução em execução no Banco de Dados

Imaginem o cenário, onde a aplicação AdvPL monta uma Query dinâmica, porém devido a um erro de lógica ou validação de parâmetros, a Query fez um produto cartesiano da tabela, ou um INNER JOIN sem WHERE …. ou uma daquelas queries rebuscadas, que fazem múltiplas buscas em uma tabela enorme, usando um ou mais campos que não possuem um índice para o Banco de Dados otimizar a busca, e o Banco de Dados precisa fazer FULL SCAN (ler a tabela inteira) para retornar os dados solicitados.

Quando a aplicação AdvPL submeter a Query ao DBAccess, e este por sua vez submeter a query ao Banco de Dados, o AdvPL espera o retorno da API do DBAccess, e o DBAccess por sua vez está esperando o Banco de Dados. Isso também pode acontecer, por exemplo, com a chamada de uma Stored Procedure de processamento, quando parametrizada para rodar sobre grandes volumes de dados, ou mesmo falta de optimização de índices no banco para roda as queries submetidas por dentro da Stored Procedure.

No monitor do Protheus, será mostrado que o número total de instruções não aumenta, e o número de instruções por segundo permanece em 0 (zero). Ao abrir o Monitor do DBAccess — última versão do Portal — nós temos duas novas colunas de monitoramento muito úteis para casos como esse: A coluna “IDLE” e a “RUNNING”. A coluna IDLE indica a quantos segundos esta conexão do DBAccess não recebeu nenhum pedido de dados do programa AdvPL que a abriu, e a coluna “RUNNING” mostra naquele instante se e qual a rotina do DBAccess que está sendo executada.

Com isso, se a Query está ainda rodado dendo do Banco de Dados, a coluna RUNNING deve mostrar a operação OP_QUERY. No caso de uma Stored Procedure, se eu não me engano é a operação OP_SPEXEC.

Uma das colunas do DBACCESS Monitor — se eu não me engano DBSID ou apenas SID — mostra um identificador da conexão do DBAccess junto ao Banco de Dados. Esse identificador permite o DBA ou o Administrador do Ambiente a abrir uma conexão diretamente com o Banco de Dados, usando uma ferramenta de monitoramento nativa do Banco, e associar uma conexão mostrada pelo Monitor do SGDB com uma conexão do DBAccess.

Em um caso como esse, não adianta tentar matar a conexão do DBAccess com o Banco de Dados pelo Monitor do DBAccess, vai cair no mesmo problema do Protheus: Enquanto o DBAccess não receber um retorno da API do Banco, nada acontece … Mesma coisa derrubar com o Protheus Monitor … mesmo que você use a opção “derrubar imediatamente”, o SmartClient pode ser finalizado na hora, ao perceber que a conexão dele com o Protheus foi encerrada do lado do servidor, mas o programa AdvPL ainda vai estar esperando um retorno do DBAccess.

Neste caso, a última alternativa — antes de derrubar o serviço do Protheus e do DBAccess — é pegar o número ou identificador da conexão com o Banco de Dados, e usando uma ferramenta administrativa do Banco de Dados, pedir para o SGDB encerrar esse processo. Assim que isso foi feito, o SGDB retorna um erro de “Processo Interrompido” para o DBAccess, que por sua vez retorna este erro ao programa AdvPL.

Instrução em execução no SmartCient

Ao clicar naquele botão, o programa AdvPL em execução no Protheus Server pediu para o SmartClient abrir, por exemplo, uma URL a partir da estação onde o SmartClient está sedo executado — função HTTPCGet() — e o endereço solicitado está congestionado de requisições e coloca a sua na fila … Esta função tem um time-out de 120 segundos por default, o que pode “brecar o sistema” onde por 2 minutos.

Em um caso como esse ou similar, onde o Application Server está esperando por alguma coisa do SmartClient, quando você derruba (chuta) o SmartClient, finalizando o processo, o Protheus Server identifica que a interface de rede entre eles foi interrompida, e finaliza o programa AdvPL em execução com aquela ocorrência “Erro de Sincronismo”.

Conexão parcialmente fechada

Este é um cenário bem ingrato … você abriu um SmartClient, e iniciou aquele relatório que demora pelo menos uma hora … Você manda imprimir no SPOOL, e vai tomar um café. O programa que emite o relatório atualiza de vez em quando uma régua de processamento na tela do SmartClient. Passou uma hora, e a régua nem se mexeu … Você vai no Monitor do Protheus … e não encontra esse usuário. Vai no DBAccess, e também não acha nada … mas o SmartClient está ali, aberto, e a régua parada … e você não consegue nem clicar no botão cancelar … o que aconteceu?

Um caso como esse pode indicar uma conexão de rede parcialmente fechada. Durante o processamento do relatório, houve uma falha na rede, porém o encerramento da conexão TCP somente foi percebido pelo Protheus Server, quando ele foi atualizar a régua. Já o SmartClient, que fica somente esperando o Protheus pedir alguma coisa quando o controle de interface não está com ele, e existe um processamento no Protheus Server em andamento, caso a conexão TCP do lado do SmartClient não acuse o erro ou fechamento da outra ponta, o SmartClient fica esperando pra sempre um retorno que nunca vai chegar.

Cenários como esse podem ser contornados com a utilização de um aplicativo fornecido pela TOTVS para o Protheus Server chamado BROKER — ele serve de ponte e proxy reverso para as conexões do SmartClient para o(s) Protheus Server, inclusive para fazer balanceamento de carga. Ele entra na frente das conexões, tanto no SmartClient como no Application Server, e mantem uma conversa “constante” entre as pontas, sendo capaz de detectar com maior precisão quando uma das pontas foi desconectada,  e inclusive pode conseguir reconectar uma conexão encerrada devido a eventual e momentânea instabilidade na rede, sem que nenhuma das pontas (APPServer ou SmartClient) perceba o que aconteceu.

Ocorrências críticas

Um cenário difícil, mas plausível. Uma aplicação AdvPL reproduz um erro no Protheus Server, mostra uma caixa de diálogo com detalhes do erro no SmartClient, e quando você clica no “Ok” para fechar a janela, ela fecha. Então, você vai no DBAccess, e a conexão está lá .. e no license Server também … mas no Monitor do Protheus, esse usuário “sumiu”, e você tem certeza que ninguém usou aquele recurso de “derrubar imediatamente” aquele processo. O que pode ter acontecido?

Ao consultar o log de console do Protheus Server (console.log), você encontra o registro do Erro Advpl, logo depois uma mensagem parecida com “Critical Error”, seguida por “Falha no Delete da Thread” ou similar. Isto significa que, durante a descarga do ambiente, programas e recursos, ocorreu um erro critico na aplicação AdvPL, como pr exemplo invasão de memória, justamente enquanto aquele contexto de execução estava sendo limpo — executando os destrutores internos do Protheus. Se isso acontecer, uma parte dos recursos que seu processo continuam ativos neste processo mas o processo parcialmente não existe, somente o próprio processo consegue finalizar-se de modo elegante. Então, o processo some da lista de monitoramento, mas cai na malha dos processos com falha no destrutor.

Ocorrências desta natureza devem ser reportadas para a TOTVS, para a melhoria contínua do software. Normalmente a utilização de uma build DEBUG nestes casos ajuda a gerar um arquivo de CORE DUMP no momento que uma ocorrência crítica aconteça, gerando postas sólidas do que pode ter acontecido.

Conclusão

Espeto que estas poucas linhas ajudem aos analistas que procuram fantasmas nos ambientes do Protheus pelo mundo afora !!

Desejo novamente a todos TERABYTES DE SUCESSO !!! 

 

Protheus como Servidor de FTP

Introdução

Quando eu comentei um pouco sobre as capacidades do Servidor de Aplicação Protheus Server, em um post mais antigo, eu mencionei que ele não apenas servia a conexões do SmartClient para rodar aplicações AdvPL, mas também que ele poderia ser um servidor de HTTP, com páginas estáticas e dinâmicas — usando AdvPL ASP — bem como TELNET e FTP. No post de hoje, vamos explorar o que a gente puder sobre como usar um Protheus Server como servidor de FTP.

Configuração Mínima

Imagine que você quer usar um Protheus Server como um FTP Server, com acesso anônimo — sem criticar usuário e senha — e apenas disponibilizar uma estrutura de pastas para Download. Neste caso, a configuração mínima para este serviço, seria acrescentar no arquivo de configuração do Protheus (appserver.ini) a seção [FTP], com as seguinte chaves:

[ftp]
Enable=1
Port=21
Path=c:\Protheus12LG\EnvLight\ftp
CanAcceptAnonymous=1

Especificamos a porta padrão (21), o acesso anônimo habilitado, e o path raiz do FTP, a partir do qual as conexões terão acesso de Download. Dentro da pasta configurada em “path”, eu coloquei um arquivo chamado leiame.txt, vamos ver este acesso através de um cliente FTP nativo do Windows, usando o comando “ftp” em linha de comando.

C:\Users\siga0>ftp -A localhost
Connected to NOTE-JULIOW-SSD.
220 Connected to FTP server
331 Anonymous access allowed
502 Command not implemented
331 Anonymous access allowed, send email name as PASS
220 Logon successful
230 Welcome to Application Server FTP!
Anonymous login succeeded for siga0@NOTE-JULIOW-SSD
ftp> dir
250 PORT command successful
150 Opening ASCII mode data connection
-r-xr-x--- 1 owner group 39 Nov 04 20:10 leiame.txt
226 Transfer Complete
ftp: 74 bytes received in 0.00Seconds 37.00Kbytes/sec.
ftp> ls
250 PORT command successful
150 Opening ASCII mode data connection
leiame.txt
226 Transfer Complete
ftp: 15 bytes received in 0.00Seconds 15.00Kbytes/sec.
ftp>

Através do parâmetro “-A” na linha de comando, informamos ao cliente FTP que o Login deverá ser anônimo. Caso este parâmetro não seja especificado, você deve entrar manualmente com o usuário “anonymous“. Uma senha deve ser informada, mas não será validada — pode ser qualquer coisa, inclusive “anonymous”.

Após feito o login, executamos os comandos “ls” e “dir” para recuperar a lista de arquivos e pastas disponíveis para download. Vamos então fazer o download do arquivo “leiame.txt”:

ftp> get leiame.txt
250 PORT command successful
150 RETR command started
226 Transfer Complete
ftp: 39 bytes received in 0.00Seconds 39000.00Kbytes/sec.
ftp>

De dentro do FTP Client do Windows, podemos executar um comando do sistema operacional, prefixando ele com o sinal de exclamação. Por exemplo, para verificarmos  o conteúdo do arquivo na pasta local após o Download, vamos executar o comando “type”.

ftp> !type leiame.txt
Exemplo de Configuraτπo Mφnima de FTP
ftp>

No caso, o texto do arquivo justamente é “Exemplo de Configuração Mínima de FTP”. Porém, como a página de código do Prompt de Comando está com o CodePage 437 (CodePage original do IBM-PC, também conhecido por OEM-US, CP437 ou DOS Latin US), a acentuação é mostrada com outros caracteres. Para ver o arquivo da forma correta, ele pode ser aberto pelo NOTEPAD ou qualquer outro editor de textos, OU você deve digitar no Prompt de Comando a instrução abaixo, antes de abrir o cliente FTP:

mode con cp select=1252

Com isso, o seu Prompt de Comando vai usar o CodePage do Windows, CP1252, que também é o CodePage usado pelo Protheus. Para ver a lista de instruções implementadas na camada interna do FTP Server, use o comando remotehelp

ftp> remotehelp
214-The following commands are implemented
USER PASS ACCT QUIT PORT RETR
STOR DELE RNFR PWD CWD CDUP
MKD RMD NOOP TYPE MODE STRU
LIST HELP
214 HELP command successful
ftp>

Caso você tente fazer um upload no FTP nesta conexão, a operação será negada.

ftp> put upload.txt
250 PORT command successful
550 Access is denied
ftp>

Usando outros clientes FTP

Normalmente basta desligar o “Passive Mode” na configuração do programa que você usa como Cliente de FTP (SCP, WINSCP, etc.) que a conexão e operações são realizadas sem maiores problemas.

Implementando mais controles

Na configuração mínima, o FTP está totalmente aberto para download de qualquer arquivo colocado a partir da pasta configurada na chave PATH, para qualquer cliente que conecte usando a identificação “anonymous” — ou seja, sem autenticação alguma. No máximo, usando por exemplo um recurso externo, como um Firewall, você pode permitir por exemplo apenas receber conexões FTP na porta 21 a partir de um ou mais endereços de rede, e apenas isso.

Para atender a necessidade de permitir ou restringir operações por usuário, existe a necessidade de desligar o acesso anônimo, configurar algumas chaves adicionais na seção [FTP], e criar algumas funções AdvPL no repositório para serem acionadas por estas chaves. Vamos direto para o exemplo completo:

[ftp]
Enable=1
Port=21
Path=c:\Protheus12LG\EnvLight\ftp
RPCEnv=envlight
CheckPassword=U_FTPPASS
GetUserPath=U_FTPPATH
CheckUserOper=U_FTPOPER

Primeiramente, removemos o acesso anônimo. Então, criamos uma chave chamada RPCENV, onde colocamos o nome  do environment (ambiente) existente neste Protheus Server, responsável por executar as funções AdvPL que serão colocadas para validar algumas operações do FTP.

Configuração CHECKPASSWORD

Quando um usuário conectar no FTP e informar o usuário e senha, será chamada a função U_FTPPASS(), que receberá como parâmetros o usuário e senha informados pelo cliente de FTP. Se esta função retornar .T., o Protheus Server responde ao cliente de FTP que o login foi aceito, caso contrário responde uma mensagem de erro e nega o acesso. Vejamos o exemplo abaixo:

User Function FTPPass(cUser,cPass)
cUser := lower(cUser)
if ( cUser == "root" )
  if( cPass == "root" )
    Return .T.
  Endif
Endif
Return .F. 

Neste exemplo, permitimos apenas um usuário chamado “root”, com a senha “manager”  a entrar no FTP.

Configuração GETUSERPATH

Imagine que, eu quero fornecer, por exemplo, uma pasta raiz de FTP diferenciada para alguns usuários. Para isso, eu crio uma função AdvPL — no nosso exemplo, USER FUNCTION FTPPATH(), que recebe como parâmetros o usuário e senha informados no login. A função deve retornar um PATH completo no servidor onde está sendo executado o Protheus Server, e esta pasta será o diretório raiz de FTP. Vamos ao exemplo:

User Function FTPPath(cUser,cPass)
cUser := lower(cUser)
If cUser == "siga0984"
  return "C:\Protheus12LG\ftp"
Endif
Return "C:\Protheus12LG\ftp\anonymous"

Neste caso, quando o usuário de FTP for “siga0984“, ele têm acesso à pasta raiz do FTP, quando qualquer outro usuário somente terá acesso a partir da pasta “anonymous”.

Configuração CHECKUSEROPER

Caso você queira permitir UPLOAD de arquivos no FTP, ou outras operações que modifiquem conteúdo, como apagar arquivo, criar ou apagar uma pasta, é necessário implementar uma função AdvPL para ser chamada pelo Protheus Server para autorizar estas operações, usando a configuração CheckUserOper — no nosso exemplo, vamos implementar a função U_FTPOPER(). Ela recebe três parâmetros: O usuário de login no FTP Server, a senha utilizada, e o comando enviado pelo Cliente do FTP.

Apenas alguns comandos são desviados para esta função, por exemplo STOR <arquivo>, DELE <arquivo>, MKD <pasta>,  RMD <pasta>, e dois comandos não implementados para renomear arquivo (RNFR e RNTO).

  • STOR = Upload de arquivo
  • DELE = Apagar arquivo
  • MKD = Criar pasta 
  • RMD = Remover pasta
  • RNFR <arquivo1> e RNTO <arquivo2> — Renomar arquivo1 para arquivo2

Caso a função AdvPL retorne .T., a operação é autorizada. Caso contrário, negada. Vamos ao nosso exemplo:

User Function FTPOPER(cUser,cPass,cOper)
Local cCmd
cUser := lower(cUser)
If cUser == 'root'
  cCmd := left(cOper,4)
  If cCmd $ "STOR,DELE"
    Return .T.
  Endif
Endif
Return .F.

No exemplo acima, permitimos apenas ao usuário “root” a possibilidade de fazer upload ou mesmo de apagar um arquivo remotamente.

Resultados dos Testes

Os testes realizados mostraram que alguns clientes de FTP, por exemplo o WINSCP, usou uma sintaxe para a troca de pasta (comando CWD) que o FTP Server do Protheus não entendeu, mas funcionou adequadamente com o cliente FTP nativo do Windows em linha de comando, e um cliente de FTP do Altap(r) Salamander.

Mesmo com as implementações em AdvPL, o objetivo de ter um servidor nativo de FTP no servidor Protheus é atender a necessidade de integrações entre sistemas, normalmente em ambientes restritos — ou fechados. Ele não oferece logs de utilização nativos, não permite interceptar outros comandos para implementar por exemplo restrição de acesso de usuário para uma pasta ou arquivo, etc.

Devido a questões ligadas a implementação do FTP em múltiplas plataformas, é recomendado usar os nomes de arquivos sem espaços em branco, sem acentuação, e com letras minúsculas, e utilizar sub-pastas se e somente se realmente necessário. Qualquer demanda maior, que exija mais controles, como um FTP publicado na Internet para clientes e parceiros ter acesso a múltiplos arquivos, eu pessoalmente recomendo a utilização de uma aplicação especializada em ser Servidor de FTP, que vai lhe oferecer nativamente muito mais controles do que o Protheus Server como FTP Server.

Conclusão

Para cada tamanho de problema, existe uma solução adequada. O Protheus como servidor de FTP não foi criado para competir com um FTP Server de mercado, mas apenas para ter uma alternativa simples e nativa para integração entre sistemas, onde não são necessários níveis muito avançados de controle. Porém, para o que ele se propõe, ele dá conta do recado.

Em um próximo post, vamos explorar a classe client de FTP do Protheus Server —  chamada TFTPCLIENT() — para conectar e realizar operações de Cliente de FTP conectando-se em um FTP Server configurado também no Protheus.

Agradeço novamente a audiência, e desejo a todos TERABYTES DE SUCESSO !!!

Referências